Ela dizia que engasgava, tossia e tinha dificuldade para comer

7 de agosto de 2026
destaque

Nem todo engasgo tem a mesma causa. E nem todo sintoma que permanece significa que o tratamento não deu certo. Uma de nossas fonoaudiólogas, a Dra. Bárbara Reinaldo, compartilha um caso que mostra a importância de uma avaliação cuidadosa e da conduta correta.

Se essa história lembrar alguém que vive engasgando ou tossindo durante as refeições, compartilhe. Às vezes, esse pode ser o incentivo que faltava para procurar ajuda:

“Paciente, 74 anos, encaminhada pelo otorrino. Pelas queixas, suspeitei de disfagia. Ela já havia realizado a avaliação de deglutição, mas não levou o resultado na primeira consulta. Mesmo assim, expliquei o que era a disfagia e orientei primeiros cuidados.

Na consulta seguinte, ela retornou com o exame e o diagnóstico foi confirmado: disfagia moderada. Iniciamos a fonoterapia associada à eletroestimulação. Após 6 sessões, os sintomas de disfagia desapareceram. Mas ela ainda sentia um incômodo: “um bolo na garganta”. Solicitei uma nova avaliação. O novo exame mostrou que a disfagia havia sido resolvida, o desconforto restante era causado por refluxo e laringite.

Uma avaliação minuciosa e detalhada, antes de começar o tratamento e, nesse caso, quando a paciente deixa de alegar os sintomas antes apresentados e passa a se queixar de outros, é de extrema importância, seja para qualquer acometimento. A paciente acima recebeu alta fonoaudiológica, alta esta condicionada a um retorno dentro de 3 meses para uma nova avaliação. Ela se encontra agora em tratamento para o refluxo. Fonoterapia tradicional, aliada às novas tecnologias, suporte otorrinolaringológico e comprometimento do paciente fora do consultório, é a fórmula infalível para sucesso em qualquer caso a ser tratado.”

Escreva um comentário