Ele tinha 32 anos e uma audição normal. Meses depois, descobriu uma perda auditiva.

19 de setembro de 2026
destaque

Na rotina desse paciente, havia um hábito que parecia completamente inofensivo: todos os dias durante o treino utilizava fone no ouvido, música alta por cerca de 1 horas. É justamente a combinação – volume + tempo de exposição – que nossos otorrinos orientam observar.

E como você vai saber quantos decibéis estão chegando ao seu ouvido? Na prática, provavelmente não vai. Por isso a Organização Mundial de Saúde traz uma referência bem mais simples para quem usa fones:  mantenha o volume em até 60% do máximo.
E lembre: quanto mais alto o som, menor deve ser o tempo de exposição.

Na academia existe ainda uma armadilha: com o barulho ao redor, é comum aumentar o fone para conseguir ouvir a música por cima do ambiente. Por isso, nossos otorrinos orientam: não use o volume máximo como referência de conforto.

Em ambientes barulhentos, é muito fácil aumentar o volume do fone quase no automático.

A música da academia, as conversas, os equipamentos e o trânsito competem com aquilo que você está tentando ouvir. E, ao longo da rotina, essa exposição pode se repetir por horas sem que você perceba quanto som acumulou durante o dia.

A Organização Mundial da Saúde recomenda fones bem ajustados e, quando possível, com cancelamento de ruído em ambientes ruidosos. Isso pode ajudar a ouvir com clareza sem precisar elevar tanto o volume.

Esse cuidado importa porque a exposição repetida a sons intensos pode provocar uma perda auditiva gradual e permanente.

Vale observar seus próprios hábitos. Onde você mais usa fone/ academia, trabalho ou trânsito?

Escreva um comentário