Você sabe o que é cinetose?

29 de julho de 2014
enjoo

Muitas vezes confundida com a labirintite, a cinetose pode ser resumida como o “enjoo de viagem”. Também conhecida como “mal do movimento”, é um distúrbio que pode ser marcado por náuseas, tontura, sensação de desmaio, suores frios, mal-estar, perda de equilíbrio, dor de cabeça, visão turva, palidez, fadiga, perda da noção de profundidade e sensação de que as coisas estão rodando, frequentemente associados ao vômito.

O distúrbio ocorre quando o cérebro recebe informações desconexas que podem ser enviadas pelos sistemas visual (olhos), vestibular (labirinto, que cuida do equilíbrio do corpo) ou proprioceptivo (receptores sensitivos nos músculos, tendões e articulações), sendo que qualquer alteração em um desses sistemas ocasiona sintomas de desequilíbrio e enjoo.

“Essa falta de comunicação entre os três sentidos causa o mal estar, pois o corpo está parado, mas o ambiente está em movimento, o que gera um conflito de informações e perturbação do equilíbrio corporal”, comenta a Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães, Otorrinolaringologista (PR).

A cinetose corresponde a uma dificuldade do cérebro em interpretar o real estado de estática ou movimentação do corpo. A sensibilidade à cinetose é individual, comum na infância e em parte transmitida geneticamente. É um distúrbio que pode ser relacionado com a enxaqueca – crianças e jovens com esse tipo de problema, muitas vezes na idade adulta ou na puberdade têm crises de enxaqueca, – mas normalmente é erroneamente confundida com a labirintite – que é causada por um processo inflamatório que afeta o labirinto, estrutura que está dentro do ouvido, enquanto a cinetose é apenas um erro de interpretação dos órgãos responsáveis pelo equilíbrio.

O mal-estar causado pela cinetose pode também surgir ao andar a pé, utilizar esteira ou mesmo assistir cenas de movimento, bem como pode ser desencadeado por filmes e programas de televisão que tenham muitas cores brilhantes e alterações de foco. Os efeitos em geral ocorrem ainda durante a atividade que os desencadeia, mas também podem surgir horas depois. Esta condição afeta tanto crianças quanto adultos, porém, com a evolução da idade, esse problema tende a se minimizar ou desaparecer por completo.

A médica lembra que o sistema nervoso central é capaz de se adaptar. “Um indivíduo que decide ler enquanto anda de metrô inicialmente pode sofrer com as informações em desacordo, que podem causar tontura, e cinetose. Porém, se esta mesma pessoa mantiver a decisão de ler no metrô durante vários dias seguidos, com o tempo, a tontura diminuirá e ele não terá mais cinetose. Ocorre habituação, ou seja, é possível aprender novos padrões de informação” explica.

Para prevenir a cinetose durante as viagens, a otorrinolaringologista lista algumas medidas que podem ajudar:

• Em automóveis, sentar-se no banco da frente ou próximo de janelas;

• Manter abertas as janelas do veículo;

• Procurar não viajar de costas em trens ou bondes;

• Durante a viagem, focalizar em paisagens distantes;

• Olhar sempre para frente;

• Evitar olhar para os lados;

• Evitar ler ou usar coisas como um laptop com o veículo em movimento;

• Não ingerir alimentos pesados antes de viajar, mas não viajar de estômago vazio. Dar preferência para alimentos sólidos;

• Não viajar de pé em ônibus;

• Sente-se próximo ao corredor quando a viagem for de avião;

• Evitar brinquedos que girem ou virem de ponta-cabeça;

• Evitar ingerir bebidas gasosas e alcoólicas antes de viagens;

• Usar roupas confortáveis

Fonte: suadieta.com.br

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